EUA atacam ilha iraniana de Qeshm no Estreito de Ormuz
Ataques limitados foram realizados em resposta a disparos iranianos contra aeronave americana, segundo autoridades dos EUA.
Na segunda-feira (2), as Forças Armadas dos Estados Unidos lançaram ataques contra a ilha de Qeshm, localizada no Estreito de Ormuz, Irã. Autoridades americanas afirmaram que a ação foi de natureza defensiva, em retaliação a disparos feitos pela Guarda Revolucionária Islâmica contra uma aeronave dos EUA.
Os ataques foram descritos como limitados e direcionados a impedir que o Irã alcance embarcações comerciais na região. A agência estatal iraniana Irna registrou cinco explosões em rápida sucessão e moradores relataram avistamento de duas aeronaves sobrevoando a ilha.
O que se sabe até agora
De acordo com o Wall Street Journal, o ataque faz parte de uma série de operações de menor escala que Washington vem conduzindo secretamente nas últimas semanas contra alvos iranianos. O Pentágono encaminhou o caso ao Comando Central dos Estados Unidos (Centcom), mas ainda não respondeu a solicitações de comentários.
O presidente Donald Trump, em entrevista à Fox News, reiterou que não há pressa para intensificar a campanha militar e que negociações com Teerã continuam em andamento. O vice-presidente JD Vance também afirmou que os dois países fizeram progresso rumo a uma solução diplomática.
O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, declarou que as negociações, mediadas por terceiros, estão “muito intensas” e que Teerã está preparado para enfrentar tanto caminhos diplomáticos quanto militares.
Os preços do petróleo, que haviam subido devido ao bloqueio do estreito, recuaram mais de 7% após a notícia dos ataques, refletindo o otimismo de que o conflito possa encontrar um desfecho nas próximas semanas.
Até o momento, os EUA não anunciaram publicamente novos ataques de grande escala e mantêm a postura de responder apenas a ameaças diretas contra seus ativos na região.
Com informações de BBC News Brasil, Poder360, CNN Brasil e O Povo.
Com informações de BBC News Brasil, Poder360, CNN Brasil e O Povo.