quarta-feira, 4 de novembro de 2026Notícias do Brasil

Apps de alerta de emergência são hackeados na Ucrânia e na Rússia

Falsos avisos de risco nuclear, químico e de confrontos nas ruas foram enviados a usuários após invasão cibernética nos dois países.

Foto: g1 Mundo

Na noite de 1º de novembro, aplicativos oficiais de alerta de emergência foram invadidos na Ucrânia e, no dia seguinte, na Rússia. O ataque fez com que mensagens falsas sobre ameaças nucleares, químicas e confrontos nas ruas fossem enviadas a milhares de celulares.

Na capital ucraniana, Kiev, o aplicativo Air Alarm enviou, por volta das 22h47 (horário local), um alerta de radiação, seguido de mensagens anunciando um míssil hipersônico Oreshnik, risco químico e tumultos nas ruas. Usuários também receberam avisos de que não deveriam sair de casa. Em Zaporizhzhia, outra cidade próxima à linha de frente, alertas semelhantes foram distribuídos.

O que se sabe até agora

As Forças Aéreas da Ucrânia confirmaram que o sistema foi comprometido por “interferência hostil” e que não havia ameaça real de radiação. O próprio aplicativo informou que terceiros realizaram uma intrusão não autorizada e que o serviço foi temporariamente suspenso para manutenção.

Na Rússia, o Ministério de Situações de Emergência informou que seu aplicativo móvel também foi alvo de um ataque cibernético de grande escala, resultando na divulgação de informações falsas sobre ataques de drones e outras ameaças. A agência estatal Tass divulgou a declaração do ministério.

Autoridades de ambos os países ainda não determinaram se os incidentes estão ligados. Enquanto isso, especialistas em segurança cibernética apontam para a possibilidade de uma nova fase de guerra digital entre as nações.

Como medida imediata, a Ucrânia recomendou que a população use fontes oficiais além do aplicativo, preste atenção às sirenes e evite clicar em links suspeitos. Na Rússia, o Ministério de Situações de Emergência trabalha para restabelecer o funcionamento normal do app e reforçar a segurança.

Com informações de g1 Mundo, BBC News Brasil e O Povo.

Com informações de g1 Mundo, BBC News Brasil e O Povo.

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