quarta-feira, 4 de novembro de 2026Notícias do Brasil

Mercado Bitcoin bloqueia US$ 11 milhões após ataque hacker

A exchange brasileira informou que cerca de US$ 38 milhões ainda estão envolvidos, mas garante que clientes não perderão seus ativos.

Imagem ilustrativa. Foto: Matti Blume / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)

Na madrugada de 2 de novembro de 2026, a corretora brasileira Mercado Bitcoin (MB) sofreu um ataque hacker que comprometeu carteiras contendo, segundo a empresa, ao menos US$ 40 milhões (cerca de R$ 217,7 milhões). Em resposta, a exchange bloqueou US$ 11,2 milhões (quase R$ 60 milhões) em criptoativos e suspendeu temporariamente o acesso ao aplicativo.

Até o momento, o valor ainda envolvido no incidente é de aproximadamente US$ 38 milhões (entre R$ 206 e R$ 217 milhões). A MB afirmou que não houve prejuízo para os clientes nem vazamento de dados. Para conter a situação, acionou seus protocolos de governança, notificou as autoridades competentes e trabalhou em conjunto com parceiros como Tether, Circle, BRL1, Paxos e Chainalysis.

O que se sabe até agora

A empresa divulgou, por meio da rede X, os endereços das carteiras vinculadas ao ataque nas redes EVM, SOL, XLM e TRON, para fins de rastreamento. A emissora de stablecoins Tether bloqueou cerca de US$ 3,7 milhões em stablecoins ligadas a esses endereços, impedindo novas transferências.

O incidente ocorre apenas quatro dias depois da Binance, maior corretora mundial, ter sido alvo de um roubo recorde de US$ 6,3 bilhões, atribuído a um grupo ligado ao governo da Coreia do Norte. Até o momento, a autoria do ataque ao Mercado Bitcoin não foi divulgada.

A MB informou que continuará trabalhando para ampliar a recuperação dos ativos e que comunicará o prazo de retomada dos serviços em atualizações centralizadas nos seus canais oficiais, como aplicativo, site, Instagram e X.

Os usuários são alertados a desconfiar de tentativas de golpe que possam se aproveitar da situação.

Com informações de Exame, Folha e CNN Brasil.

Com informações de Exame, Folha e CNN Brasil.

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